quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Ronald Rios desabafa sobre agressão sofrida no Morumbi

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Agredido durante o jogo entre São Paulo e Corinthians que aconteceu no último domingo, dia 13, enquanto gravava para o CQC, Ronald Rios resolveu se pronunciar sobre o ato covarde de alguns torcedores são-paulinos, que não gostaram das piadas que o homem de preto fez sobre seu time. "Muita gente me pergunta todo dia e eu já tô sem saco de me explicar. Então vou postar umas (não tão breves palavras assim) sobre o que aconteceu", escreveu o repórter em seu perfil no Facebook nesta quarta-feira, dia 16. Ronald inclusive postou em seu desabafo o link de um vídeo publicado no YouTube que mostra o momento em que ele, para evitar confusão, se dirige à área de imprensa do Estádio do Morumbi, em São Paulo, mas é perseguido pelos torcedores e leva tapas, chutes e cusparadas. O integrante do CQC ainda foi atingido por um cinzeiro no supercílio esquerdo, que teve de ser suturado. "Uma pessoa gravou com o celular parte das agressões. Como se pode ver, eu apenas tento sair fora tranquilamente sem levantar a voz para ninguém nem fazer qualquer menção de violência. E apanho", explicou. Leia a seguir o restante do post de Ronald falando sobre o lamentável ocorrido:
Quando cheguei em casa no domingo, pensei em escrever sobre assunto. Pensei em falar da estupidez de gente que briga por causa de futebol. Eu amo futebol. Mas no fim, estamos assistindo milionários fazendo exercícios para provar quem é o melhor entre eles. E é legal isso - adoro ver competições. Escolhi torcer nelas pelo Botafogo, pois era o time de meu pai - e por achar o Garrincha a melhor coisa que já teve no futebol (com todo respeito, Messi, Pelé e Zidane). Mas quase todo menino pega o time do pai. E eu peguei o Botafogo. Talvez escolhesse o Palmeiras por minha obsessão pelo Djalminha. Talvez o Grêmio por idolatrar Jardel. Talvez até o Flamengo por causa de Zico e Romário. O Flamengo, cara! Eu gostava de tudo. Pra mim, ter e acompanhar um time era legal; mas minha paixão era o futebol. Então quando eu via briga na tv, achava absurdo demais. Aos 7 anos, me perguntava: "Gente, é ruim perder, eu sei. Mas por que eles estão se batendo?" - e se eu não sou muito inteligente hoje, imagina quando eu era criança. Ou seja, eu não era uma criança inteligente e foi fácil detectar que violência por causa de um JOGO era loucura. Fui agredido. Ponto. Não tem justificativa bater em outra pessoa por futebol. Não tem. Não chamei ninguém de gay - como se isso fosse um xingamento -, não fui lá zoar na cara deles do empate. Estava já saindo da torcida em direção a zona de imprensa. Mas como eles estavam bravos, fui ofendido diversas vezes. Não levantei a voz em momento algo. Fui xingado e acossado. Tentei fugir. Levei tapas no rosto, soco nas costas, cusparada na cara. Uns 30 torcedores contra 4 homens. Um repórter, um produtor, um assistente e um cinegrafista.
Acesse: cqc.band.uol.com.br

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